segunda-feira, 24 de março de 2008

Reciclando no supermercado

Da Revista Plurale:

Você costuma ir ao supermercado? Não tem jeito. Quem não precisa cumprir esta missão da vida doméstica? Então, preste bem atenção como há centenas de embalagens que mal você chega em casa e já vai descartando. Por exemplo: a caixa da pasta de dente, a embalagem de papel, papelão e plástico que costuma empacotar mais de um item em promoção (os chamados packs), a caixa do cereal matinal, etc.
Se a sua rua, ou bairro, não tem coleta de lixo seletivo (como é o nosso caso, aqui na Ilha do Governador, Rio de Janeiro), as embalagens se misturam ao lixo molhado, orgânico e não tem jeito. Não há como reciclar.
A partir desta constatação, o Grupo Pão de Açúcar, sempre inovador em matéria de conscientização ambiental, resolveu lançar projeto pioneiro, Caixa Verde, para chamar a atenção dos consumidores. No lugar de descartar em casa, as caixas podem ser deixadas ali mesmo, no supermercado.
“Temos uma preocupação socioambiental muito grande. E percebemos que poderíamos, com esta nova ação, mobilizar ainda mais os consumidores e depois até mesmo os fabricantes”, explica Beatriz Queiroz, gerente de sustentabilidade no consumo do Grupo Pão de Açúcar.
O Caixa Verde foi lançado em São Paulo. O resultado dessa experiência demonstrou a aplicabilidade da ação e o sucesso da iniciativa que em seus primeiros trinta dias recebeu 1.300 embalagens, cerca de 50 quilos de material reciclável, com papel e plástico em sua maioria.
Agora, chegou ao Rio de Janeiro, onde as caixas para depósito estarão instaladas em seis lojas da rede: Barra da Tijuca (Av. das Américas, 2000), Tijuca (Rua Dr. Satamini, 164), Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico, 680), Flamengo (Marques de Abrantes, 165) e em duas unidades de Copacabana (Rua Pompeu Loureiro, 15 e Rua Nossa Senhora de Copacabana, 493).
O material arrecadado no Rio será encaminhado à Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana ), que redistribui o material entre às 30 cooperativas cadastradas. Com isso, além do foco ambiental, o Caixa Verde promove a geração de emprego e renda e expandindo a capilaridade da ação também para o âmbito social. O objetivo da empresa é que até o fim de 2008, a ação seja estendida para mais 100 lojas do grupo no país.
“Estamos sempre nos antecipando às inovações e lançando novidades, procurando atender os consumidores da melhor forma. Antes já tínhamos as estações de reciclagem, recolhendo material que eles trazem de casa. Fomos pioneiros, lançando este projeto em 2001. E também temos sacolas retornáveis, que viraram moda. São diferentes modelos”, explicou Walter Zaim, diretor de operações da rede no Rio de Janeiro. Cada sacola custa R$ 3,99 e é feita de material reciclado, como ráfia, disponíveis em quatro modelos, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica.
Ainda é cedo para ter dados que possam ser considerados uma boa amostra, mas o Pão de Açúcar quer perceber a reação dos consumidores e poder repassar estes dados para os fabricantes. Beatriz Queiroz e Walter Zaim lembram que a mudança pela qual passou o segmento de embalagens no Brasil (e no mundo) mostra sempre evolução. É claro que muitas embalagens são necessárias, reiteram os dois , por informações importantes ou para que os produtos permaneçam em bom estado e invioláveis.
Mas recomendamos, em sua próxima compra, que nem tudo segue esta verdade absoluta. Assim, se ficar provado que em alguns casos estas embalagens não desncessárias, é possível que os fabricantes passem a pensar em novas propostas no futuro. Plurale em site faz um desafio aos mais “experientes”, que certamente se recordam: um dia, já tomamos leite que chegavam em latas para quem morou no interior, carregado por carroças, ou em vidros e sacos de plástico que estouravam antes de chegar em casa. E pensar que alguém chegou a afirmar que o tetra pak, em papel reforçado, daria gosto diferente no leite. O tempo é senhor da razão. E, em se tratando de conscientização ambiental, nada melhor do que o tempo para mostrar que cada um tem um papel urgente e relevante para salvar este planeta.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Protesto reúne 150 pessoas em BH

Protesto reúne 150 pessoas em BH
Manifestantes distribuíram folhetos com fotos dos vereadores que votaram à favor da construção da rodoviária no Calafate
MARINA SCHETTINI


"Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão". O samba de Beth Carvalho embalou uma manifestação realizada ontem na praça dos Esportes, no Coração Eucarístico, região Noroeste da cidade. A população local é contra a transferência da rodoviária de Belo Horizonte do hipercentro para o bairro Calafate, na região Oeste. Foram mais de duas horas de movimentação popular, com carro de som, cartazes e discursos inflamados de moradores e representantes de associações de bairros da região. O alvo principal da manifestação - os vereadores favoráveis à mudança e o prefeito Fernando Pimentel (PT) - tinham seus rostos estampados em panfletos com o título "traidores de BH".
A dona de casa Maria José Cruz Tente, de 53 anos, mora no bairro João Pinheiro, Noroeste da cidade, e participou da manifestação. "Não quero essa rodoviária aqui. Traz muita confusão e o trânsito fica ruim", disse. "Eles (vereadores que votaram a favor da transferência) estão querendo o que o povo não quer. É claro que não vou votar neles. E, se o povo não quer, o prefeito não deveria fazer", acrescentou a dona de casa.
O trânsito é a maior preocupação do servidor público federal, Manuel Pereira, de 43 anos, que mora no bairro Minas Brasil, região Noroeste. Para ele, a construção de uma nova rodoviária vai apenas transferir o problema de lugar. "Isso vai ser um caos. O nosso trânsito aqui já é estrangulado. Temos a PUC, aqui é saída para Contagem. Se lá no hipercentro está ruim, eles só vão transferir o problema para cá", afirmou Pereira.
Durante o encontro, os organizadores do evento circularam um abaixo assinado. A dona de casa Cristina Leite, de 50 anos, tentou - mas não conseguiu - assinar duas vezes o documento, para garantir que seria ouvida. "O nosso trânsito não comporta mais carros e esse é só um dos problemas. No dia que tem vestibular da PUC aqui você não consegue chegar em casa", argumentou a dona de casa.

Representação
"Estamos aqui com o propósito de representar o povo, que não quer a rodoviária, e pedir aos sete vereadores que votaram contra no primeiro turno (o Projeto de Lei nº 1.508/07), que continuem com essa postura e os outros que mudem. O prefeito tem que fazer o que o povo quer. Nós vamos divulgar os nomes de quem trair o povo", afirmou o presidente da associação SOS Bairros, Guilherme Nunes.
"Queremos é mostrar o rosto daqueles que não votaram com a população", acrescentou o presidente da Associação Vila Calafate e Amizade, Elton Moura. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 150 pessoas participaram do encontro. Apenas três dos 41 vereadores estiveram presentes: Hugo Thomé (PMN), Antônio Pinheiro (PSDB) e Anselmo Domingos (PTC).

Terminais menores são apontados como solução
Como protestar somente não traz soluções, os manifestantes contrários à transferência da rodoviária de Belo Horizonte do hipercentro para o bairro Calafate, na região Oeste da cidade, discutiram ontem soluções para o impasse. A primeira e mais bem aceita alternativa entre os presentes é a criação de terminais rodoviários menores em pelo menos dois pontos da cidade para atender as pessoas que vêm ou vão para diferentes regiões do Estado e do país.
“O ideal seria que tivéssemos três terminais pela cidade para atender a população que vem das diversas partes do Brasil. Uma no bairro São Gabriel, uma perto do BH Shopping e outra em uma terceira região da cidade, que ainda precisaria ser estudada”, sugeriu o vereador Antônio Pinheiro (PSDB), um dos três parlamentares presentes ontem à manifestação.
“A construção de diversas rodoviárias no entorno do Anel Rodoviário é mais viável que trazer para o Calafate”, afirmou o morador do bairro Nova Suíça, na região Oeste da capital, Ricardo Campos, que é também um dos coordenadores do movimento contrário ao projeto que tramita na Câmara de Belo Horizonte.
Camargos
O analista de sistemas, Alberto Wagner, que é morador do bairro Prado, região Oeste, acredita que a melhor solução é a construção da rodoviária no bairro Camargos, na confluência da Via Expressa com o Anel Rodoviário. “Existem outras soluções melhores também, como no bairro São Paulo onde há um terreno bom, que está vazio há quase um ano”, disse o analista de sistemas. (MS)
Publicado em: 21/01/2008

Fonte: Jornal O Tempo

Vereador de BH sofre segunda condenação por fraude eleitoral


Valdivino Pereira recebe nova condenação, três meses depois de ser sentenciado a cinco anos por apresentar diploma falso para concorrer a vaga na Câmara de Belo Horizonte


Em menos de três meses, o vereador de Belo Horizonte Valdivino Pereira (PSDC) foi condenado duas vezes a penas de detenção pela Justiça Eleitoral. Na semana, passada ele foi condenado a seis meses de detenção, pena transformada pela juíza Denise Pinho da Costa Val em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa, no valor de R$ 2.850. O motivo foi o descumprimento de uma determinação da Justiça Eleitoral para a retirada de propaganda irregular no Centro de BH, durante as eleições de 2006, quando o vereador tentou uma vaga na Assembléia legislativa pelo PTC.

Ano passado, em 8 de dezembro, ele foi condenado pelo juiz Marcílio Eustáquio dos Santos a cinco anos de prisão em regime semi-aberto e pagamento de multa no valor de R$ 3,4 mil. O motivo foi a apresentação de um diploma falso de conclusão do segundo grau nas eleições de 2004, quando se elegeu vereador. A denúncia na época foi feita pelo Ministério Público Eleitoral e investigada pela Polícia Federal. O vereador foi procurado pela reportagem em seu gabinete e também no celular, mas não foi localizado para comentar as condenações. Um dos seus advogados, Felipe Martins Pinto, disse que o vereador discorda das duas condenações e vai recorrer para reverter as decisões.

Segundo ele, a propaganda considerada irregular pela Justiça foi retirada dentro do prazo estabelecido. “Ele retirou as placas assim que foi notificado pela Justiça Eleitoral. Há inclusive testemunhas disso. Desconhecemos a razão dessa condenação e vamos recorrer”, garante o advogado. Valdivino tem cinco dias para apresentar recurso, a partir da data da notificação da decisão, o que ainda não ocorreu.

No outro processo já houve recurso. O advogado admite que o diploma apresentado é falso, mas garante que o vereador não sabia que ele fazia parte de seu processo de cadastramento para disputar uma eleição, pré-requisito para todos os candidatos. Segundo ele, quem reuniu os documentos não foi o vereador. O nome do responsável pela apresentação desse documento não foi revelado. O advogado afirma que Valdivino cursou até a oitava série (ensino fundamental) em São Sebastião do Maranhão, no Vale do Rio Doce.

De acordo com a Justiça Eleitoral, os candidatos não precisam apresentar comprovante de escolaridade para registrar suas candidaturas. Para concorrer, basta que sejam alfabetizados, não sendo necessário ter o segundo grau completo. Esta não foi a primeira vez que o vereador teve problemas com a Justiça Eleitoral. Em 1º de outubro de 2006, data do primeiro turno das eleições, o vereador foi detido na escola Municipal Adauto Luz Cardoso, no bairro Céu Azul, região Norte de Belo Horizonte, fazendo boca-de-urna.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crescimento Urbano Piora Vida nas Américas

Relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a ser lançado hoje em Washington, alerta que o maior risco à saúde no continente é o crescimento desordenado das cidades. Os números incluem um aumento do risco de morte por hipertensão (38%), por problemas relacionados a diabetes (30,5%) e, no caso dos homens, por homicídio (8,8%). Tradicionalmente, o fato de uma pessoa morar na cidade era considerado um fator favorável à saúde. Mas, nas Américas, a forma de crescimento urbano tem tido efeito oposto.

De forma geral, as áreas verdes são reduzidas em todas as cidades, diminuindo espaços de lazer para atividades físicas. O aumento da temperatura média nas áreas urbanas (chamadas ilhas de calor) também favorece a proliferação de mosquitos transmissores de doenças. A população pobre é a que mais sofre, aponta o relatório: vive em lugares vulneráveis a desastres naturais, tem acesso limitado a serviços de saneamento básico e fica exposta à violência. Pelo menos 100 milhões de pessoas no continente não têm acesso a serviços de saúde.

O Brasil é um exemplo típico. O País, que segundo o relatório enfrenta um processo de "metropolização da pobreza", há tempos luta para controlar problemas como malária, hanseníase, tuberculose e dengue - esta, com 3,5 milhões de casos registrados entre 2001 e 2006. O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta, não tem dúvida de que a mudança do perfil populacional exige também uma adaptação na abordagem para prevenção e tratamento das doenças. A malária e dengue, afirma, são casos exemplares. Depois de três anos de aumento significativo de casos, a malária, endêmica no País, começa novamente a dar sinais de queda. "O grande desafio é manter esse número", disse.

O relatório será lançado na 27.ª Conferência Sanitária Pan-Americana. Durante o encontro, nos Estados Unidos, representantes de países integrantes da Opas devem discutir medidas para enfrentar os principais problemas de saúde na região. Entre elas, a estratégia para atuar na etapa final da eliminação da rubéola e fórmulas para reduzir a malária em 50% até 2010 e 75%, até 2015. As informações são do jornal.

FONTE: O Estado de S. Paulo


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COMENTÁRIO DO JOÃO PAULO

Não precisa ser muito observador ou inteligente para perceber a péssima qualidade de vida que o crescimento urbano impõe a população das grandes cidades.

Vejamos o caso de nossa querida Belo Horizonte. Qual foi a última vez que você conseguiu ir ao centro da cidade sem se deparar com congestionamento? Qual foi a última vez que você conseguiu cruzar a Avenida do Contorno, às 18:00 horas, em apenas 10 minutos? Qual foi a última vez que no período das chuvas você não soube de tragédias a respeito de desabamentos de casas? Quanto tempo você demora para sair de dentro do seu bairro e chegar até uma via principal? Quantas praças públicas você conhece em BH?

Pois é, se você me responder duas dessas perguntas, por favor, deixe um post para deixar relatado a todos.

Acho que Belo Horizonte deveria ter uma postura muito séria com relação a criação de novos bairros, com relação ao desenvolvimento urbano. Quanto de dinheiro público já não foi gasto reformando e re-reformando entradas e saídas de bairros? O último exemplo que vi foi a entrada e saída do bairro Buritis. Agora me diga, será que quando começaram a desenvolver o bairro ninguém chegou e pensou: "- Gente, vamos fazer uma via de entrada e outra de saída distintas, com vias largas para o tráfego?". Pois é, foi necessário o investimento de alguns poucos mil reais ou milhões (confesso não saber a quantia exata, mas barato é que não foi) para reformar toda a via de acesso do bairro. Dinheiro que poderia ser gasto com a criação de uma praça pública no bairro para exercícios físicos, serviços para a comunidade e lazer, ou segurança, ou qualquer outra coisa.

O pior de tudo que quem sofre mais não somos nós que estamos em casa, eu e você, na frente do computador, em segurança, mas sim, aqueles que moram nas vilas que cercam os nossos bairros, que estão nas áreas de risco.
Mas é assim que as coisas funcionam. Será que assim funcionará sempre?

João Paulo Rodrigues Pereira

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ENCONTRO ENTRE DEUS E MOISÉS

Quando Moisés subiu aos céus para escrever determinada parte da Bíblia, o Todo Poderoso pediu para que desenhasse pequenas coroas em cima de algumas letras da Tora.

Moisés disse:

"Criador do Universo, por que colocar estas coroas?".

"Porque daqui a cem gerações, um homem chamado Akiva irá interpretar o verdadeiro significado destes desenhos".

"Mostre-me a interpretação deste homem", pediu Moisés.

O Senhor levou Moisés ao futuro e colocou-o numa das aulas do rabino Akiva.

Um aluno perguntava:

"Rabino, por que estas coroas desenhadas em cima de algumas letras?".

"Não sei", respondeu Akiva.

"E acredito que nem Moisés sabia. Mas como ele era o maior de todos os profetas, fez isto apenas para nos ensinar que, mesmo sem compreender tudo que o Senhor faz, ainda assim devemos fazer o que nos pede".

E Moisés pediu perdão ao Senhor.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

MEIO AMBIENTE: Aquecimento global já causa modificações em atlas

da France Presse, em Londres

Os efeitos do aquecimento global sobre as paisagens da Terra, principalmente sobre as regiões litorâneas, já são visíveis --provocando inclusive modificações nos mapas, segundo cartógrafos responsáveis pelas referências mundiais do "Atlas Completo do Mundo Times 2007".

Seus autores afirmaram nesta segunda-feira, durante o lançamento da publicação, que tiveram de redesenhar rios e mudar de classificação algumas regiões em relação à última edição de 2003.

"Podemos literalmente ver os desastres ambientais acontecerem diante de nossos olhos. Acreditamos verdadeiramente que, em um futuro próximo, famosas paisagens desaparecerão para sempre", afirmou Mick Ashworth, redator-chefe do atlas. "O contorno de certas regiões muda, como em Bangladesh. O nível do mar se eleva em 3 mm por ano, o que tem efeitos curiosos sobre a costa", indicou.

O rio Huang He (rio Amarelo), segundo maior da China, "talvez não chegue a se juntar ao mar, o que acarretará alterações na costa", completa Ashworth.

Os autores também estão preocupados com o fato de que grandes rios como o Grande e o Colorado, nos Estados Unidos, ou o Tigre, no Iraque, possam ficar sem alguns afluentes que correm o risco de secar no verão.

Outras mudanças importantes também são conseqüências da ação do homem --freqüentemente por atividades de irrigação--,como o desaparecimento de três quartos do mar de Aral em 40 anos, de 95% do lago Chade desde 1963 ou a diminuição de 25 metros do mar Morto em 50 anos.

Pelo lado positivo, os especialistas constataram que vastas extensões do pântano da Mesopotâmia, um dos maiores do mundo (situado na confluência do Tigre com o Eufrates), foram realimentadas pela água e estavam mais verdes. A água que chegava ao local havia sido drenada por Saddam Hussein. O atlas, publicado pela primeira vez em 1895, passou por mais de 20 mil atualizações.
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COMENTÁRIO DO JOÃO PAULO

Mais uma triste notícia sobre meio ambiente. Mais uma temerosa constatação do péssimo cuidado ambiental que estamos tendo com o nosso habitat.

Não é a primeira e nem será a última vez que vou postar aqui notícias sobre desmatamento, aquecimento global e desastres ambientais. Mas enquanto isso continuar acontecendo, vou fazer questão de deixar claro meu repúdio a esse tipo de acontecimento.

Muitos podem falar "o que adianta se as grandes nações capitalistas não reduzem suas taxas de poluição". Adianta se cada um de nós, conscientes e capazes que somos, adotarmos no dia-a-dia novos hábitos com relação ao nosso planeta. Reciclagem, emissão de gás carbônico, correto consumo de energia e água, não desmatar, entre outras coisas, são pequenos gestos que ajudaram a preservar o nosso planeta.

Quem não viu o incêndio criminoso provocado na Serra do Curral, em Belo Horizonte. Isso é um crime inaceitável. Onde está a estrutura do Estado para combater esse tipo de crime? Onde estão as investigações para se apurar culpados? E as fazendas de cana de açucar que queimam anualmente e ninguém toma qualquer medida? Vão dizer "mas queimar plantação de cana de açucar é legal". Na minha opinião não deveria ser. São tantos os exemplos de mal cuidado ambiental que ficaria linhas e mais linhas falando sobre os mesmos.

Agora são as modificações físicas que estão sendo constatadas e comprovadas. Daqui alguns anos, seremos nós os que vamos literalmente, SUMIR DO MAPA.

João Paulo

domingo, 2 de setembro de 2007

A DOR PASSA, MAS A BELEZA PERMANECE

Embora Henri Matisse fosse 28 anos mais jovem que Auguste Renoir, os dois grandes pintores eram muito amigos e saíam sempre juntos.

Quando Renoir ficou confinado em casa, na ultima década de sua vida, Matisse o visitava diariamente. Quase paralítico em função da artrite e apesar dos incômodos da doença, Renoir continuou a pintar.

Um dia, quando o contemplava pintando em seu ateliê, e gemendo de dor a cada pincelada, Matisse perguntou:

- “Auguste, por que continua a pintar , com tanto sofrimento?”

Renoir respondeu simplesmente:
- “A dor passa, mas a beleza permanece”.

Até os últimos dias, Renoir levou a tinta às telas. Um de seus quadros mais famosos, “As banhistas”, foi terminado dois dias antes de sua morte, 14 anos depois que ele foi atingido pela enfermidade.

AUTOMÓVEL CLUBE


PRAÇA DA LIBERDADE: DÉCADA DE 10


terça-feira, 28 de agosto de 2007

UM DIA SEM CARRO

Dia 22 de Setembro foi a data escolhida para iniciar o movimento DIA SEM CARRO, em São Paulo.

Essa medida deveria ser copiada por outras cidades visando a conscientização da população. Cidades como Nova York adotam esse tipo de ação mensalmente. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, determinou que os táxis sejam menos poluentes, cobra-se uma taxa para circulação de carros em Manhattan, e aumentou as áreas destinadas para ciclovias.

Imagino o quanto não se falaria se tais medidas fossem determinadas em algum cidade do Brasil. Mas é isso mesmo, aqueles que defendem o meio ambiente são criticados pelo rigor de suas decisões, mas se desta forma não for, nada muda e quem acaba pagando o preço é a natureza.

João Paulo Rodrigues

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

FOTOS ANTIGAS BH: PARADA MILITAR


Av. Afonso Pena esquina com Rua Tamóios.
Década de 30.
Foto: MHAB/SMC

Mercado imobiliário aposta na ecologia

A preocupação com o meio ambiente chegou à mesa dos corretores imobiliários. Em São Paulo, cresce o número de casas e apartamentos criados com cuidado ecológico. Uma construtora lançará no mês que vem um condomínio que promete respeitar a natureza, apesar de reunir mil pessoas em suas quatro torres.

"Acreditamos que nosso papel seja um papel de melhoria da qualidade de vida das pessoas e a gente usou um processo industrial pra viabilizar um custo acessível", afirma Luiz Fernando do Valle, presidente da construtora, segundo o site Globo Online.

Todo o esgoto dos 400 banheiros será tratado dentro do próprio condomínio e usado de novo nas descargas; a água da chuva também será coletada para regar a futura horta; cuidados que podem economizar em até 30% as despesas do futuro condomínio.

Novos hábitos - Cuidados como esse, até agora mais comuns em empreendimentos de alto padrão, já chegam uma variedade maior de condomínios. Em outra unidade que começa a ser vendida no centro de São Paulo, o respeito à natureza está em toda a parte: tem churrasqueira sem carvão, torneiras com temporizador e até usar energia solar para a iluminação das áreas comuns.

O síndico de um empreendimentos de alto padrão lembra que não basta ter os equipamentos ecologicamente corretos. É preciso saber usá-los. "Tem que ter uma cultura, uma educação, constante treinamento dos proprietários e dos seus funcionários, porque a torneira verde fica ao lado da torneira normal e a água sai das duas torneiras", diz Robert Schäfer.

Nem tanto - Segundo pesquisadores de arquitetura e urbanismo, todo cuidado com a natureza é importante e bem-vindo. Mas é preciso tomar muito cuidado com as promessas "verdes" para que elas não sejam meros chamarizes na hora da venda do imóvel. E em empreendimentos onde vai viver muita gente, não basta tomar conta da ecologia só do lado de dentro dos portões.

A pesquisadora da Universidade de São Paulo lembra que grandes conjuntos residenciais sempre causam impacto na cidade, mesmo incorporando as últimas novidades ecológicas. "Sustentáveis, de forma geral, eles não são. Eles têm algumas características que são desejáveis pra você diminuir a sua agressão ao meio ambiente de forma individual", explica a urbanista Luciana Travassos.

Fonte: Globo online
Data: 14/8/2007

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COMENTÁRIO DO JOÃO PAULO


Nada mais justo do que as mais recentes iniciativas dos mais variados setores, mas principalmente da construção civil, em querer planejar e projetar residências com materiais ecológicos.

O crescimento das cidades é inevitável, portanto, cabe a quem de direito e razão preservar a natureza através de construções cada vez mais voltadas para a ecologia.

Aproveitamento de água da chuva, uso de captadores de energia solar, tijolo ecológico, e muitas outras medidas são cada vez mais comuns e precisam e devem ser incentivadas pelos governos municipais e estaduais obrigando as novas construções, residenciais ou comerciais, a partir de uma determinada faixa de tamanho de construção e lote, a utilizar técnicas de construção que observam a preservação ecológica.

Aos poucos, todos iremos trabalhar para desenvolver e preservar.

domingo, 19 de agosto de 2007

ATÉ QUANDO

Essa semana, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 40 suspeitos de envolvimento no esquema do mensalão.

Caso a denúncia seja aceita, os suspeitos passarão a réus e responderão a processo criminal. Se a denúncia não for recebida, ela será arquivada.

Sinceramente, espero que a denúncia seja aceita e que a investigação e o julgamento vá até o seu final. Já chega dessa história de apenas levantar acusões, suspeitos e um vergonhoso enredo de corrupção e crime. Até quando vamos ter que aceitar a velha máxima de que no Brasil "tudo acaba em pizza"?

Não é possível que dentro de 40 suspeitos ninguém será punido. Tudo bem que até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Mas o que defendo é o fato de se levar uma investigação e processo adiante.

Não é possível que há dois anos somos escrachados com esse fato do mensalão e nada irá acontecer. Se vai terminar em pizza, então porque todo o bombardeamento de notícias? Porque fazer livros e mais livros sobre o fato?

Chega. Está na hora de írmos a fundo nos principais temas que o povo brasileiro está cansado de saber. Não é só mensalão não. Vamos a fundo no caos áreo, no caso Renan Calheiros entre tantos outros.

Precisamos acabar com a impunidade que rege esse país e esse é o momento mais do que ideal para tal.

Se quiserem acompanhar mais, sugiro que acessem:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL90185-5601-537,00.html

João Paulo Rodrigues Pereira

FRASES DA SEMANA

"Ele ficou meio assustado, mas vai assumir"
Assessora do senador João Pedro (PT-AM), nomeado relator de processo contra Renan sem saber

"Estou dormindo e acordando com o mensalão"
Joaquim Barbosa, ministro do STF e relator do inquérito

"Não estou cansado, estou furioso de ouvir que qualquer crítica a Lula ou ao governo é golpismo, que tudo que contraria as teses e práticas do PT é de direita e que tudo que contesta Marta Suplicy é machismo. Nós não somos tão idiotas assim. Isso me ofende."
Nelson Motta, jornalista e escritor

"Dormi bem essa noite. Sequer liguei para o FMI. E isso mostra a diferença fundamental em relação a outros momentos de turbulência."
Guido Mantega, ministro da Fazenda, sob a turbulência das bolsas de valores

"Foi um bom sócio, repito. Honrou integralmente os compromissos assumidos."
"Não me atribua pecados que não os tenho. Perca o cargo, mas procure manter um resto de dignidade, se alguma ainda lhe resta."
Carta do usineiro João Lyra sobre suposta sociedade com Renan em veículos de comunicação

"É um triste retrato da mentira e da hipocrisia."
"Só estivemos juntos em palanque nas eleições de 1986, há, portanto, 21 anos, quando ainda não havia indícios, senão certeza, de que João Lyra era de fato um fora da lei"
Renan Calheiros, respondendo a João Lyra em nota Fonte: O Tempo

sábado, 18 de agosto de 2007

FOTOS ANTIGAS BH: PRAÇA DA ESTAÇÃO 1908


PRAÇA DA ESTAÇÃO - 1908
Prédio da Estação Ferroviária na Praça Rui Barbosa.
Fonte: Acervo do MHAB em distribuição dos cartões postais "Belo Horizonte - Circuito da Memória" em comemoração aos 100 anos de BH.